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O Dia mais Longo de Thereza

Elisa faz parte do rol de escritores que mergulharam de cabeça no que se chama de Romance Psicológico: quando se entra profundamente no ego dos personagens (deixando de lado o ambiente social e cultural), dando ênfase ao fluxo de memórias deles. Sua irmã, Clarice, tem um livro assim: o “Perto do coração Selvagem”. Em “O Dia mais longo de Thereza”, assistimos a construção de uma narrativa de fluxo de (não)-consciência de Thereza, que mesmo depois de dezenas de páginas lidas, parece que não levantou-se ainda de sua cama. É um devaneio que nos hipnotiza.

As ideias de morte, de presença, de viver – a morte e sua relação com todos os problemas do homem. “À angústia inerente ao escravo ofício de viver”.

“Se a morte é tão certeira e a vida breve aragem que se toma de um só hausto, não queria perecer sem antes haver respirado profundamente.”

“Thereza nunca fora suficientemente inteligente para tecer considerações utilitárias, traçar planos, enfim, impor rumo à sua vida. No entanto, foi nesse domingo, de retorno do passeio ao longo do cemitério, que num instante de trágica lucidez decidiu separar-se de Eduardo.”